XIS DO VALE É O XIS DO PAÍS QUE DECIDE O PRÓPRIO FUTURO: ao optar por matar ou deixando o Vale morrer, Brasil sela o próprio destino.
Com 18 das 20 cidades que registraram os maiores aumentos de temperatura no país, o Vale do Jequitinhonha tornou-se o epicentro brasileiro da emergência climática.
O Instituto YÉKIT nasceu marcado por essa urgência. Sob o imperativo de acelerar a ação climática na região, uma das mais vulneráveis do semiárido brasileiro, o Vale do Jequitinhonha foi implacavelmente impactado pelo racismo ambiental, pela absoluta ausência de políticas públicas ou, de tempos em tempos, por sucessivos projetos desastrosos que, prometendo desenvolvimento, agravaram problemas que supostamente iriam superar.
É o caso da monocultura de eucalipto, implantada pela CODEVALE - Companhia de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha, nos anos 60 e 70, que depois deram lugar à construção de grandes barragens, com a presença constante da mineração desde que as primeiras bateias rasgaram o leito do rio em busca de ouro, com a febre dourada consumindo suas margens, depois vieram os diamantes.
Monocultura implantada pela CODEVALE nos anos 60 e 70
Grandes barragens construídas em seguida
Mineração desde as primeiras bateias no leito do rio
Hoje é o lítio. Nada mudou.
Localizado no polígono da seca, o Vale enfrenta estiagens cada vez mais intensas e prolongadas.
Previsão alarmante: aumento de 2 a 4°C na temperatura média até 2050.
Desmatamento histórico e monocultura de eucalipto degradam rapidamente o solo fértil.
Comunidades rurais enfrentam crescente insegurança alimentar devido à perda de terras cultiváveis.
Rio Jequitinhonha, antes navegável, hoje apresenta trechos de vazão crítica. Nascentes e pequenos cursos d'água, vitais para comunidades rurais, estão comprometidos.
O Vale do Jequitinhonha enfrenta a extração intensiva de lítio, que destrói seu território vulnerável. O Instituto YÉKIT combate o extrativismo predatório através de ações jurídicas e campanhas de conscientização.
Sobre este cenário, impõe-se a corrida do neocolonialismo da transição energética, patrocinado com recursos da NDC brasileira, fazendo com que o Fundo Clima promova o agravamento da vulnerabilidade extrema, sem qualquer medida de resiliência ou adaptação.
Nossa articulação foi forjada em um encontro imersivo de colaboração, com o objetivo definido de dar formato a um litígio climático de alto nível e impacto sistêmico. Este movimento nasceu durante o 40º FESTIVALE - Festival da Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha, uma resistência cultural exemplar que, ao completar 40 anos, segue ressignificando o Vale.
Litígio climático de alto nível e impacto sistêmico para combater o extrativismo predatório e o racismo ambiental.
Campanhas de conscientização que unem cultura, comunicação e clima para amplificar a voz do povo do Vale.
Construção de redes e ferramentas para enfrentar a crise climática local com resiliência e adaptação.
O Instituto YÉKIT nasceu marcado pela urgência de acelerar a ação climática no Vale do Jequitinhonha — uma das regiões mais vulneráveis do semiárido brasileiro. XIS DO VALE É O XIS DO PAÍS QUE DECIDE O PRÓPRIO FUTURO.
O Instituto YÉKIT é a Casa Climática do Povo do Jequitinhonha
Nascemos da necessidade urgente de confrontar injustiças ambientais. Unimos resistência local com estratégias jurídicas inovadoras para enfrentar a crise climática no Vale do Jequitinhonha. Participe da construção de redes e ferramentas para enfrentar a crise climática local. Juntos somos mais fortes e venceremos!
Instituto YÉKIT